Dia do biólogo
Este é um post curtinho, apenas para parabenizar meus colegas de profissão pelo dia do biólogo.
Meus cumprimentos a todos!
Este é um post curtinho, apenas para parabenizar meus colegas de profissão pelo dia do biólogo.
Meus cumprimentos a todos!
Xeretando notícias na internet, vi uma reportagem que me chamou a atenção pelo “ecologicamente corretos”. Pensei… “Gadgets??? What the hell is that???” Fui procurar no meu dicionário, que diz o seguinte: gadget = equipamento eletrônico, em geral pequeno e moderno. “Ahhh, então vou postar no Decodificando!”
Fabricantes estão desenvolvendo aparelhos eletrônicos feitos com materiais menos agressivos à natureza ou que aproveitem a energia solar, como monitor de bambu e bateria híbrida para celulares e iPods (fotos abaixo). Será que vai virar moda?
Fonte: http://idgnow.uol.com.br
PS: Acho totalmente desnecessário o uso de palavras em língua estrangeira sendo que existe equivalentes em português.
O primatólogo holandês naturalizado brasileiro Marc van Roosmalen foi condenado a 14 anos de prisão em Manaus sob acusação de biopirataria e peculato. Esta não é a primeira vez que o pesquisador protagoniza episódios polêmicos: já foi acusado de enviar material genético de espécies amazônicas para o exterior (o que provocou sua demissão do INPA), de transportar ilegalmente macacos e orquídeas e de tentar vender o direito à escolha de nomes científicos de novas espécies de macacos.
Roosmalen alega que pegou 14 anos de prisão porque fez ciência. Cientistas do mundo todo dizem que o tratamento dado a ele desestimulará as pesquisas biológicas e indica uma tendência de repressão governamental aos cientistas no Brasil. Afirmam ainda que as leis brasileiras antibiopirataria são vagas e conferem demasiado poder às autoridades que não têm conhecimento científico.
Não conheço as leis antibiopirataria (vou ler a respeito), mas tenho quase certeza que elas são elaboradas com auxílio de pessoas da área de ciências. Creio que a Dani pode comentar melhor sobre este aspecto.
O que eu sei é que o Brasil deve realmente proteger o seu maior bem, que é o patrimônio natural, e para isso é necessário regulamentação e aplicação exemplar das leis, bem como uma fiscalização adequada e maior transparência por parte dos pesquisadores.
A última estimativa dilvulgada pelo governo brasileiro prevê uma redução de 30% na taxa de desmatamento da floresta amazônica em relação ao índice registrado entre 2005 e 2006. Essa é uma boa notícia, mas como faltam os dados referentes aos desmatamentos em pequena captados pelo Prodes, um dos satélites que monitoram a região, ainda é cedo para comemorar, já que esses pequenos desmatamentos perfazem cerca de 50% do total. Ainda que pareça uma redução expressiva, a área desmatada é alarmante: 9200 Km2, o que é equivalente a 6,5 cidades de São Paulo!!!
Um outro dado preocupante diz respeito aos recifes de corais, que tem desaparecido a uma taxa média anual de 2% (o quíntuplo do índice de redução das florestas tropicais). E o principal responsável por esse desaparecimento é a ação antrópica, o que não é nenhuma novidade. Os recifes de corais constituem um ecossistema frágil e, ao mesmo tempo, estão entre os ambientes marinhos mais produtivos e exibem uma enorme biodiversidade. Nem mesmo a Grande Barreira de Corais, área protegida na costa da Austrália, está a salvo. É importante que sejam estabelecidas políticas de preservação destas áreas, assim como tem sido feito, pelo menos em teoria, para as grandes florestas tropicais.
Grande Barreira de Corais da Austrália. Fonte: Wikipedia

José Guilherme Chauí Berlinck na colação de grau de 2007
Bom, eu não entendo muito de cronobiologia, mas não sou fã do horário de verão, principalmente quando eu estudava pela manhã. Como não sou nada especialista na área, perguntei a um ex-professor de fisiologia (o Zé Gui) sobre o assunto e ele disse o seguinte:
“Os problemas que o deputado coloca são reais e ligados à mudança do ciclo. Não sei se o exemplo da viagem ao Paraguai é bom pois é justamente o problema do jet-lag que está envolvido na história …”
Não sei dizer se os prejuízos são significativos quando balanceados com a economia de energia… se as dores de cabeça, irritação, queda de inumidade acontecessem comigo, eu diria que sim.
Um novo tratamento contra a Aids começou a ser testado em humanos na Califórnia (EUA). A técnica consiste em modificar a informação genética dos linfócitos T auxiliares dos indivíduos soropositivos. Os linfócitos T auxiliares fazem parte do sistema imunológico e são as células infectadas pelo vírus HIV. Para que o vírus penetre nestas células, ele liga-se a proteínas de membrana. Já dentro da célula, o vírus passa a usar toda a maquinaria molecular dela para reproduzir-se e a célula começa a sintetizar proteínas virais. Os linfócitos T auxiliares são, então, reconhecidos como patógenos e destruídos por outras células do sistema imunológico, causando a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids).
Neste novo tratamento, o paciente receberá suas próprias células do sistema imunológico modificadas geneticamente. Os genes introduzidos farão com que as células reconheçam o HIV como uma ameaça e estimularão os mecanismos de defesa do indivíduo, prevenindo a duplicação da célula infectada. Técnicas semelhantes já tem sido utilizadas com sucesso no tratamento de doenças auto-imunes.
É importante salientar que não é a cura para a Aids, e sim uma tentativa de controlar o vírus ou reduzir sua presença para que os pacientes precisem de menos remédios. Não é a cura, mas pode ser o caminho…
Nos últimos anos, tem sido notado o desaparecimento de abelhas da espécie Apis melifera nos EUA, na Europa e até no Brasil. Será que o preço do mel vai aumentar daqui há algum tempo?
Muitos são os suspeitos pelo sumiço das abelhas, de radiação de celulares a pólen de cultivos transgênicos (em ambos os casos, sem base científica alguma). O mais provável é que doenças provocadas por ácaros e protozoários tenham acometido tais abelhas e, ainda, o uso de novos inseticidas usados na agricultura (por exemplo, fipronil, já proibído na França).
Mas além da produção de mel, as abelhas são muito importantes ecologicamente por serem polinizadoras de vários tipos de plantas. Inclusive, é comum o aluguel de colméias durante a floração. E parece-me um mercado bastante rentável. Há poucos anos o aluguel de cada colméia por mês era cerca de US$40,00… agora está na casa dos US$ 200,00. Quem diria que uns insetinhos pudessem valer tanto?
Esta notícia não é tão recente, mas soube apenas hoje: um criador de renas encontrou o corpo de um filhote de mamute criopreservado na Rússia. Já haviam sido encontrados outros exemplares, entretanto, nenhum em tão bom estado de conservação. Este tem 10 mil anos e já averiguaram que é uma fêmea (fofinha!). O corpo será levado para o Japão, onde será estudado por uma equipe de cientistas.Depois de ver a reportagem, fiquei pensando… Se está tão bem preservado, será que seu DNA também está? Seria possível cloná-lo? Seria criado “O Parque dos Mamutes”? Pode parecer ficção científica, mas acho que os avanços tecnológicos um dia farão dessa possibilidade a realidade, e um dia não muito distante.
[foto do mamute no site da BBC Brasil]
Como vocês viram nos posts da Dani e do Jonny, uma liminar proibiu a comercialização do milho transgênico no Brasil. É o dinamismo do mundo moderno!
A decisão foi tomada mediante à alegação de que as medidas de biossegurança devem ser explicitadas com antecedência, o que não foi o caso. A preocupação é que esteja garantida a coexistência do milho “natural” e aquele geneticamente modificado.
Mas, uma pesquisa recente deve colocar mais lenha na fogueira! Em maio, foi publicado pela Archives of Environmental Contamination and Toxicology (uma das vantagens de se estudar/trabalhar numa universidade como a USP é o acesso ao conteúdo de revistas científicas internacionais através da rede) um estudo relatando danos físicos em ratos (um dos poucos estudos com mamíferos) alimentados com milho transgênico da Monsanto Company (MON863). Entre os danos estão dimunuição do crescimento, toxicidade hepato-renal e aumento nos níveis de triglicerídeos nas fêmeas. Vixiiiiiiiii, será que estava enganada ao acreditar que não existem riscos para a saúde humana? Não sei… estudos vindouros poderão esclarecer. Aliás, neste estudo os autores salientam a necessidade de experimentos em longo prazo para investigar a natureza e real extensão das patologias. Entretanto, eles não afirmam que o milho é seguro.
É Dani, acho que até o episódio 20 muita coisa vai acontecer…
Visitantes, por favor, comentem!!!
(by Jonny)
No episódio 3 falamos sobre a liberação comercial do primeiro produto transgênico no Brasil, o milho transgênico tolerante ao herbicida glufosinato de amônio da empresa Bayer CropScience Ltda.
Mas afinal, o que é um produto transgênico?
Um organismo transgênico possui um gene de uma outra espécie (gene exógeno) ou um gene endógeno alterado.
Gene, como assim?
As características de todos os seres vivos são dadas pelo seu material genético, DNA ou RNA, como é o caso de alguns vírus. Claro que não podemos esquecer a influência do meio ambiente sobre os organismos, por exemplo, pensemos na mudança da cor de nossa pele depois de um banho de sol. Mas vamos nos ater apenas ao DNA. O DNA é formado por uma série de moléculas, entre elas, as bases (A,T,C,G), sendo que algumas seqüências de bases são responsáveis pela produção das proteínas, essenciais para qualquer organismo. Estas seqüências de bases são os genes.
Uma analogia: imaginemos que o DNA é um livro, que neste livro existem letras dispostas aleatoriamente, só que algumas destas letras formam palavras com sentido, estas palavras seriam os genes.
Voltando à nossa notícia sobre o milho transgênico, o que os pesquisadores fizeram? Eles então identificaram e isolaram o gene de uma bactéria responsável pela resistência ao herbicida e inseriram no milho. Falando assim, pode parecer simples, mas é um processo que demanda muito tempo de pesquisa e dinheiro.Pelo fato do desenvolvimento desta tecnologia ser tão caro, fica restrito a algumas empresas, como Bayer e Monsanto.
O problema nisso é que os agricultores ficam à mercê das imposições de tais empresas. Além disso, no mundo todo existe grande resistência à liberação comercial de produtos alterados geneticamente devido à escassez de estudos acerca de seus efeitos sobre a saúde humana e sobre o meio ambiente. A meu ver, não haveria riscos à saúde humana, a não ser que o gene inserido codifique uma proteína que seja tóxica, o que eu acho altamente improvável, afinal, as empresas detentoras da tecnologia não investiriam milhões em algo que possa ser maléfico à saúde de seus compradores.
Por outro lado, acho pertinente a preocupação em relação ao meio ambiente, uma vez que, por exemplo, há a possibilidade do aparecimento de “super-erva daninhas” resistentes ao glufosinato de amônio. É, muito debate ainda está por vir!