Vacina contra HIV falha em teste

A nova vacina da Merck, que visava aumentar a produção de células-T para incrementar o sistema imune no combate ao vírus da Aids, fracassou em teste clínico. A vacina continha um vírus comum da gripe que carregava cópias de três genes do HIV.

O teste vinha sendo realizado desde 2005 em 3000 voluntários saudáveis, inclusive no Brasil. Metade deles tomava a vacina e metade placebo (grupo controle) e foi observado que não houve diferença entre o número de infectados pelo vírus nos dois grupos, ou seja, a vacina não foi capaz de impedir a infecção nem conter a multiplicação do HIV.

Apesar de decepcionante, certamente a notícia não desencorajará as pesquisas na área.

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XI Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal – Florestas ou etanol?

No último Congresso Brasileiro de Fisiologia Vegetal, realizado em Gramado de 09 a 14 de setembro, uma das palestras mais comentadas foi a ministrada pelo Prof. Marcos Silveira Buckeridge, da USP, intitulada “Florestas ou etanol: como a fisiologia vegetal pode ser estrategicamente usada para atingir a melhor escolha?” (traduzido). Para o professor, a mitigação da emissão de CO2 tem dois lados: a manutenção das florestas e dos serviços dos ecossistemas (sustentabilidade) e a produção de biocombustíveis.

Em estudos de sua equipe com jatobá, foi verifacado que esta espécie tem capacidade para seqüestrar CO2 e armazená-lo na forma de celulose, o que seria uma característica das espécies da amazônia, mas que varia de acordo com o processo de sucessão ecológica. Em pesquisas com cana-de-açúcar, também foi observado aumento da fotossíntese e, conseqüentemente, de biomassa, fibras e sacarose, apesar de ser uma planta C4.

No Brasil, ente 2005 e 2006, foram produzidos 400 milhões de toneladas de cana, sendo que 90% é constituído por água, ou seja, 40 milhões de toneladas correspondem à massa seca. Dessa massa seca, 40% é carbono, ou seja, 16 milhões de toneladas. Mas….. metade é para a produção de açúcar e as florestas tropicais absorvem 70 bilhões (!!!) de toneladas de carbono. Em suma, a produção de cana cobrirá 0,01% das florestas queimadas.

Existe uma maneira de minimizar o dilema manutenção das florestas x produção de etanol? Para o Prof. Buckeridge uma boa alternativa é a produção de cana com corredores de floresta, desta forma estariam garantidos a produção do biocombustível, um maior seqüestro de CO2 e os serviços do ecossistema. Este é o chamado “environmental friendly ethanol”, já implantado em alguns locais, como às margens da Rodovia dos Bandeirantes.

Mas, será tão simples assim? O que meus colegas biólogos acham?

Dia do biólogo

Este é um post curtinho, apenas para parabenizar meus colegas de profissão pelo dia do biólogo.

Meus cumprimentos a todos!

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