Colméias às moscas

Nos últimos anos, tem sido notado o desaparecimento de abelhas da espécie Apis melifera nos EUA, na Europa e até no Brasil. Será que o preço do mel vai aumentar daqui há algum tempo?

Muitos são os suspeitos pelo sumiço das abelhas, de radiação de celulares a pólen de cultivos transgênicos (em ambos os casos, sem base científica alguma). O mais provável é que doenças provocadas por ácaros e protozoários tenham acometido tais abelhas e, ainda, o uso de novos inseticidas usados na agricultura (por exemplo, fipronil, já proibído na França).

Mas além da produção de mel, as abelhas são muito importantes ecologicamente por serem polinizadoras de vários tipos de plantas. Inclusive, é comum o aluguel de colméias durante a floração. E parece-me um mercado bastante rentável. Há poucos anos o aluguel de cada colméia por mês era cerca de US$40,00… agora está na casa dos US$ 200,00. Quem diria que uns insetinhos pudessem valer tanto?

Ainda sobre o milho transgênico

Como vocês viram nos posts da Dani e do Jonny, uma liminar proibiu a comercialização do milho transgênico no Brasil. É o dinamismo do mundo moderno!

A decisão foi tomada mediante à alegação de que as medidas de biossegurança devem ser explicitadas com antecedência, o que não foi o caso. A preocupação é que esteja garantida a coexistência do milho “natural” e aquele geneticamente modificado.

Mas, uma pesquisa recente deve colocar mais lenha na fogueira! Em maio, foi publicado pela Archives of Environmental Contamination and Toxicology (uma das vantagens de se estudar/trabalhar numa universidade como a USP é o acesso ao conteúdo de revistas científicas internacionais através da rede) um estudo relatando danos físicos em ratos (um dos poucos estudos com mamíferos) alimentados com milho transgênico da Monsanto Company (MON863). Entre os danos estão dimunuição do crescimento, toxicidade hepato-renal e aumento nos níveis de triglicerídeos nas fêmeas. Vixiiiiiiiii, será que estava enganada ao acreditar que não existem riscos para a saúde humana? Não sei… estudos vindouros poderão esclarecer. Aliás, neste estudo os autores salientam a necessidade de experimentos em longo prazo para investigar a natureza e real extensão das patologias. Entretanto, eles não afirmam que o milho é seguro.

É Dani, acho que até o episódio 20 muita coisa vai acontecer…

Visitantes, por favor, comentem!!!

Liberação comercial do milho transgênico

Super Milho Transgênico

(by Jonny)

No episódio 3 falamos sobre a liberação comercial do primeiro produto transgênico no Brasil, o milho transgênico tolerante ao herbicida glufosinato de amônio da empresa Bayer CropScience Ltda.

Mas afinal, o que é um produto transgênico?

Um organismo transgênico possui um gene de uma outra espécie (gene exógeno) ou um gene endógeno alterado.

Gene, como assim?

As características de todos os seres vivos são dadas pelo seu material genético, DNA ou RNA, como é o caso de alguns vírus. Claro que não podemos esquecer a influência do meio ambiente sobre os organismos, por exemplo, pensemos na mudança da cor de nossa pele depois de um banho de sol. Mas vamos nos ater apenas ao DNA. O DNA é formado por uma série de moléculas, entre elas, as bases (A,T,C,G), sendo que algumas seqüências de bases são responsáveis pela produção das proteínas, essenciais para qualquer organismo. Estas seqüências de bases são os genes.

Uma analogia: imaginemos que o DNA é um livro, que neste livro existem letras dispostas aleatoriamente, só que algumas destas letras formam palavras com sentido, estas palavras seriam os genes.

Voltando à nossa notícia sobre o milho transgênico, o que os pesquisadores fizeram? Eles então identificaram e isolaram o gene de uma bactéria responsável pela resistência ao herbicida e inseriram no milho. Falando assim, pode parecer simples, mas é um processo que demanda muito tempo de pesquisa e dinheiro.Pelo fato do desenvolvimento desta tecnologia ser tão caro, fica restrito a algumas empresas, como Bayer e Monsanto.

O problema nisso é que os agricultores ficam à mercê das imposições de tais empresas. Além disso, no mundo todo existe grande resistência à liberação comercial de produtos alterados geneticamente devido à escassez de estudos acerca de seus efeitos sobre a saúde humana e sobre o meio ambiente. A meu ver, não haveria riscos à saúde humana, a não ser que o gene inserido codifique uma proteína que seja tóxica, o que eu acho altamente improvável, afinal, as empresas detentoras da tecnologia não investiriam milhões em algo que possa ser maléfico à saúde de seus compradores.

Por outro lado, acho pertinente a preocupação em relação ao meio ambiente, uma vez que, por exemplo, há a possibilidade do aparecimento de “super-erva daninhas” resistentes ao glufosinato de amônio. É, muito debate ainda está por vir!

Alemanha aprova a 76/2000 deles

A Alemanha aprovou na semana passada uma lei que torna crime atividades crackers. Atividades como invadir micros para obter informações, derrubar sites, liberar acessos não autorizados, etc. serão considerados crimes. Casos mais graves como roubo de dados financeiros podem ser punidos com até 10 anos de cadeira.

Você acha que o Brasil está atrasado em relações a essas leis? Bom, o projeto de lei que todo mundo está metendo o pau (76/2000) fala em um de seus artigos sobre punição para estes crimes.

O Artigo 266 considera crime qualquer tentativa de retirar um servidor do ar:

Art. 266. Interromper ou perturbar serviço telegráfico, radiotelegráfico, telefônico, telemático, informático, de dispositivo de comunicação, de rede de computadores, de sistema informatizado ou de telecomunicação, assim como impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento (…)

Quanto a invasão de sistemas:

Art. 154-A. Acessar rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização do legítimo titular, quando exigida:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Viram. Tirando a parte dos provedores, a lei até que é bem abrangente! Infelizmente uma bobeira está apagando toda as outras partes boas do projeto de lei!

fonte da noticia: Infoexame
Alemanha aprova lei contra crackers

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